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Apesar do nome, a Paletó em Brasília é uma banda patrioticamente paulista, afinal, dispondo de grifes famosas como Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, Luiza Erundina, José Dirceu, José Genoíno, José Serra e FHC, pra quê ir à capital federal comprar paletós? Partindo deste princípio básico, Manga (bateria), Juan e Gabriel (que se revezam entre guitarra, baixo e vocais) juntaram um dinheirinho e decidiram montar seus guarda-roupas em São Paulo mesmo. "Tardes No Meia Oito", EP de estréia da Paletó em Brasília, não tem o cunho político que o nome da banda sugere, pois, na verdade, a intenção do power trio é apenas tocar o bom e velho rock'n'roll, sem maiores compromissos. O nome do disco é uma homenagem ao estúdio em que este foi gravado, no qual o grupo passou agradáveis tardes tocando, bebendo e se divertindo. Em virtude disso, é natural que o EP soe assim... meio chapadão. O trabalho da banda finca um pé no guitar-rock e country-rock dos anos 70, outro no grunge dos anos 90, e, mantendo as pernas bem abertas, lava o saco no punk rock oitentista de bandas como a Plebe Rude, produzindo um rock visceral e cru, que, como indica o sucesso de bandas como Wolfmother e The Racounters (projeto paralelo de Jack White, guitarrista dos White Stripes), parece ter voltado à tona com força total. Apesar de misturar letras em inglês e português, o que o faz soar confuso em alguns momentos, "Tardes No Meia Oito" não chega a sofrer grandes crises de identidade, pois sua proposta é bem definida e executada pelos músicos: tocar rock'n'roll e se divertir. Imbuído desse espírito roqueiro e descompromissado termino esta matéria, ao som da incendiária "Combustão". É fogo na roupa! (ou seria melhor dizer "no paletó"?) * por Leandro Becker - 20/01/2007 - Revista
MP-3 Magazine |
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As Origens Houve um dia uma banda formada por sete amigos. Aos poucos, os amigos menos interessados na banda foram se afastando, até que um dia restaram apenas Juan e Gabriel. E desta maneira o projeto musical seguiu em frente por quase todo o ano de 2005. Juan e Gabriel tinham muita vontade de tocar e não se deixaram abalar pelas desistências dos outros companheiros. Então Juan tocava bateria e Gabriel tocava guitarra e cantava. Durante este ano de 2005 testaram diversos músicos para acompanhá-los, mas nenhuma formação os satisfazia. Não estavam buscando por um músico qualquer, buscavam a pessoa certa para gerar a química explosiva do rock. Em outubro de 2005, chamaram para uma audição um baterista chamado Manga. A ligação foi perfeita e souberam na hora que tinham encontrado a pessoa certa para fechar o time. Manga também se interessou pela proposta e se propôs a dar continuidade ao trabalho, marcando o inicio do Paletó Em Brasília. Um mês depois estava gravada a primeira demo de músicas próprias, intitulada "My Machine", e exatamente um ano depois foi lançado o primeiro disco, "Tardes No Meia Oito", de maneira totalmente independente. O disco "Tardes No Meia Oito" foi gravado em 8 pistas digitais e sua proposta é soar o mais "ao vivo" possível. Por isso mesmo a sonoridade do disco é bastante orgânica e cheia de feeling. Neste cd quase não há overdubbs ou correções de execução e as gravações ocorreram durante 3 tardes no Estúdio Meia Oito, local onde o grupo se reúne normalmente para ensaiar e produzir suas músicas. |
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A Proposta... A proposta do Paletó Em Brasília é tocar rock com
a alma. Quem são? O Paletó Em Brasília é um trio formado por músicos
experientes vindos de cidades distintas: Equipe e Colaboradores - Rafael (vídeo), Cachaça (vídeo e roadie), Tati
Teixeira (RP), Mari Landert (RP), Gilson Lazari (vídeo - Derrame
Produções) |